sexta-feira, 8 de abril de 2011

A carta insana do psicopata



Por Eduarda Iannuzzi


Em relação ao acontecimento desta quinta-feira (07/04), na escola de Realengo - Rio de Janeiro, estou solidária às vítimas e suas famílias. A dor é imensurável, imagino. A parte que mais me chocou foi a carta grotesca e totalmente sem noção. Não acredito que esse homem (Wellington) tenha sido um “lesado”, pois premeditou o assassinato de forma coerente, sem que ninguém desconfiasse. Porém, em sua carta, expressou total distúrbio em relação aos valores da vida. Não se sabe os motivos que ele tinha. Há relatos de que o bullying foi a causa para tanta barbaridade, mas nada concreto. O fato é que nenhum motivo justifica tamanha atrocidade. O passado de Wellington não tem ligação com o presente e não tem porque ter acontecido uma ação tão estúpida quanto essa. É totalmente inadmissível.

Na carta há expressões como “impuros não podem me tocar” ou então “nenhum fornicador ou adúltero poderá ter contato direto comigo”. Como uma pessoa tão má pode julgar os outros como impuros? Qual o significado de adúltero na cabeça desse marginal? E o pior, ainda pede para que Deus o perdoe. Então ele tinha a consciência do que iria fazer? Deixou bem claro. Existem lapsos de loucura, mas não é aquela loucura de não saber a gravidade da situação. Ele sabia tudo do antes, do meio e do fim. Só tem uma explicação: ele era psicopata. Essa doença é caracterizada por um desvio de caráter, ausência de sentimentos genuínos, frieza e insensibilidade aos sentimentos alheios. Por isso a manipulação do ocorrido foi feita com tanta falta de remorso. Essas disfunções cerebrais são consequências de um homem que não tinha amigos, era sozinho na vida, e sua compaixão só existia para/com os animais em que ele cita na carta: “os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar”, e ainda pede para que as pessoas tenham bom senso de ajudá-lo ao que se refere à utilização da sua casa como abrigo para eles.

A conclusão que chego ao ler essa carta é que os interesses em matar as crianças contradizem ao que ele pensava em relação à vida. Como tirar vidas de pessoas e querer proteger a vida de animais? Uma pessoa dessas não merece o perdão, tampouco ser defendida. Quantas almas estão em apuros por causa de um ato tão displicente? Quantas tristezas nos corações de parentes e de próximos que presenciaram os momentos? Um tiro na cabeça foi pouco para a sua morte, ele teria que sofrer muito mais nas mãos das pessoas inocentes, essas que tiveram perdas danosas e que possuem a sede de justiça. Lamento toda vez que penso sobre esse assunto. O que fica são os traumas eternos nas lembranças de todos e na história do Brasil.

domingo, 13 de março de 2011

Desfecho: Muricy


Eis que surge a chance do Muricy ser técnico do Fluminense. Que maravilha! Um técnico com a bagagem que tem, porque não ficar feliz? A contentação da sua chegada ao clube foi ovacionada por toda torcida tricolor. Um time com jogadores bons, um time entrosado e então, um técnico à altura. União perfeita! Depois disso, veio a proposta da Seleção Brasileira. Nossa, que desespero. Uma longa caminhada e 'novela' para o Muricy levar na marra todas as especulações e ficar, enfim, no Fluminense. Grana? Provavelmente. Mas deixando isso de lado.. Conquistamos o Brasil, como muitas vezes foi conquistado pelo Muricy. Tivemos erros decorrentes no campeonato inteiro, admito, mas fomos os melhores em campo e , principalmente, na arquibancada. Os desfalques e os erros de passe, os jogos 'mal' jogados e até os desvaneios internos.. Nada foi capaz de parar o FFC. Vibramos ao final do jogo contra o Guarani. Jogo sufocante, digno daquele grito engasgado.. Depois de tantos 'quases' passados na nossa história. Vide Libertadores e Sulamericana. Nosso sentimento foi ao auge e nossos agradecimentos foram emocionados. Obrigado(a), Muricy! Título merecido pelo conjunto. Grande momento! Assim, o ano acabou.. E começou. Carioca e Libertadores. O time embalado com a força e alegria de um momento marcante. Porém, tudo não passou de uma realidade repentina. O sonho foi, aos poucos, sumindo, e a dificuldade aparecendo. Vamos pular as partes que não foram significativas. Focando para as decisões, né? Muricy foi mostrando o seu desgosto, mas boa parte da torcida ainda acreditava, tinha esperanças, afinal, torcida de guerreiros. E foi indo, indo, indo.. E acabou "fondo". Imprensa atacando.. Puft! Ilusão à vista. Torcida iludida. Um técnico sem motivação, um time mal armado. Escalação patética e jogos sonolentos. Tão grave que acabou na demissão esperada de Muricy. Como se não bastasse somente a sua saída.. Ele foi capaz de sair de forma grotesca. Nos deixando numa situação, realmente, de crise. À beira do caos e sem uma explicação. A torcida que antes respeitava seu currículo e admirava seu trabalho. Hoje, xinga. Atitude incoerente vinda de um homem com caráter? Pois é, quem acreditava no profissionalismo do Muricy, acabou com um "tchau" muito ignorante e covarde. Será mesmo que ele é tudo isso que achamos? Ou só comanda time bom. E então, quando a situação está "preta", ele se omite e vai pra outro time bom? Está aí o ponto! É o ciclo. Assim é fácil ser técnico.. Através do dinheiro, o mundo do futebol é movido, simples. O problema é que não deveria ser do jeito que foi. O que antes ganhava gratidão, hoje ganha o desprezo. Ao mesmo tempo que nos deu alegrias, a tristeza permanece depois de todos os pesares. Que descuido, Muricy! Só que ele se esqueceu de uma coisa, o Fluminense é maior que ele. E nada é forte o bastante para nos derrubar! Que venha outro técnico, mas que respeite o nosso Fluminense e a TORCIDA MAIS BONITA DO MUNDO. Afinal.. "Na vida, tudo passa, só o Fluminense não passará jamais!"

Por Eduarda Iannuzzi

sábado, 12 de março de 2011

Rótulo


Conforme a vida vai passando, os acontecimentos vão rolando e os momentos vão acontecendo, percebemos que as pessoas mudam, o clima muda, as situações mudam, os sentimentos mudam. Tudo se transforma. Seja pra bom ou pra ruim. Creio que a facilidade do ser humando decrescer é maior do que não se importar com a vida alheia. Ignoram qualquer tipo de lembrança e "partem pra dentro" - pra viver a vida do outro. Alguns chamam de inveja, outros descrevem como "querer ser o que o outro é", e até existe aquela palavra "incapacidade" como definição. Pois é, junta com uma tal infelicidade e aí já viu, né? Frases pejorativas são aclamadas e defeitos são ressaltados. Mas digo defeitos, não plenos, e sim, fictícios. Haja falsidade inclusa! Quem não sabe fazer direito, faz torto e acaba tentando derrubar o outro. E pra essas pessoas só resta um sentimento: Pena. Ter pena por não alcançarem a felicidade interior. Podem até conseguir esbanjar, num mito de ilusão, que são felizes, mas garanto.. SÓ POR FORA. A alma fala mais alto diante de todos os nossos prazeres e quando não estamos bem por dentro, eis que surge o diabinho pra acariciar nossas intrigas e vontades. Vontades essas que eu resumo em uma: Menosprezar. Vão ao auge da insanidade pra falar, simplesmente, deduzir. Mal sabem o simples e querem chegar ao complexo. A humanidade gira entorno desse ciclo vicioso. E só os capazes de viver de forma justa e coerente, sabem o que é não gostar dessa droga. Até porque, todos já experimentaram, mas só afundam junto, se forem fracos. Fracos de espírito. A "sacanagem" é o hit da playlist infame dessas "criaturas". Ainda bem que inventaram o botão de "ignorar" na cabeça dos sábios.
A compreensão da razão que eu desabafo, só será entendida por aqueles que realmente proporcionam o bem e o amor - sentimento maior - ao mundo. Não sou perfeita, nem você é. Somos misturas de fases, só não podemos nos tornar homogêneos, senão entraremos no rótulo da hipocrisia.


Há como conviver, mas não há como fugir.. Dignidade e força caminham rentes.
Por Eduarda Iannuzzi

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O que fazer?




Sempre perguntamos ao nada (quando algo nos aflinge) o motivo pelo qual certo fato está acontecendo. Ficamos sem resposta por diversas vezes, normalmente. Lógica não existe e é natural não sabermos a conclusão de vez. O tempo é o que nos resta a fazer e por pouco ele não para em nossas mãos.


Desabafo e convicção, apenas.

Por Eduarda Iannuzzi

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Aonde foi parar?


Vergonha é o que falta na vida de muitas pessoas, e SEM VERGONHA é o "slogan" que eu proponho para a geração que eu estou presenciando. Dizer que é a minha geração? Não, felizmente, porque eu vejo de fora. Juro que tento interagir com essa sociedade hipócrita, porém, minhas tentativas não constroem ideias positivas, apenas contribuem para que eu sinta "nojo" dessa modernidade. É tão fácil ser de todo mundo e não ser de ninguém, não ter projeto nenhum de vida, olhar pra sua roupa e ver meio metro de pano. O importante é beijar na boca! As mulheres se tornam futeis. E os homens se tornam otários. Elas, fáceis; eles, otários. Elas, espertas; eles, otários. Elas, usadas; Eles, espertos. Elas, menosprezadas; eles, espertos. Elas, otárias; eles, espertos. E assim por diante, é um ciclo mentiroso. Nada se renova, tudo acaba. Sem valores, choros livres e sem fim. Mal amados. Night's. Bebidas ao extremo. Azaração. Eu fumo, e se você não fuma, é brega. Carro do ano e emprego que é bom, nada. Batalhar pra quê? Melhor lutar para conseguir o mais bonita da balada. Caráter? Melhor é a roupa sexy, decote e sainha curta (ou melhor, calcinha). Se entregar a noite toda. Na cama eu sou um "esculaXo". Conteúdo? Nunca ouviram falar. O que é mais prático, é melhor. Quanta inteligência (ironia). Músicas românticas? Que nada, a parada é rebolar até o chão na "pentada violenta". Ressaca? Angústia? "Nunca mais vou fazer essas coisas" Passa uma semana... "TÔ DENTRO". E ainda tem aqueles que nem remorso sentem, machucam os outros, se perdem e acabam com um vazio de não ser ninguém. Afinal, a boa é se divertir até cair. Lamentável, isso me cansa... Agora que começou, já era.
Eu tenho quase certeza que nasci na época errada. Eu gosto de tudo que é puro e doce. Gosto do suave, gosto do certo e do amor em si.
Deus, continue me livrando dessa fantasia banal, porque eu tenho medo de viver aqui. Obrigada por me dar senso de escolha e por me indicar o caminho da felicidade plena.

Por Eduarda Iannuzzi

domingo, 9 de janeiro de 2011

Eclética



Música. Nome indefinido que me define. Qualquer tipo de música tem uma história, uma raiz e um caminho. Poucas palavras, muitas palavras, e não importa, as letras, as vogais e as consoantes "abalam as estruturas" bem lá no fundo do meu timbre, da minha mente. Do hip hop ao funk? Do samba ao sertanejo? Lentas e rápidas? Dançantes e calmas? Misturo todas. Gosto de sentí-las no mais épico dos sentimentos. Pra mim, não dá pra viver sem música. É a motivação para cada momento. Admiro cada som na sua simplicidade. E digo que quase todos os sons me proporcionam algo além de fatos terrenos. Onde há trilha sonora, há felicidade. Viva o valor de cada nota musical!

Por Eduarda Iannuzzi

domingo, 5 de dezembro de 2010

TRICAMPEÃO!



Depois de tantas batalhas, tanto sufoco, tanta história mal acabada! Eis que surge o dia da nossa vitória! É, vitória essa que estava engasgada desde 2008! Libertadores e Sulamericana FRUSTRADAS. Merecíamos, não? MAIS QUE MERECIDO! O campeonato MAIS DIFÍCIL, considerado pelos experientes, hoje tem um novo CAMPEÃO! Não podia ser mais bem entregue! Um time e uma torcida impecável... JUNTOS TRICAMPEÕES BRASILEIROS! Dia 5 de dezembro, cada lágrima escorrida vem de um passado doloroso, de uma tensão enorme! E digo que não é só o dia de hoje que se torna importante, e sim, o ano de DOIS MIL E DEZ. Essa longa caminhada ficará guardada na memória de todos os tricolores. Cada lance, cada jogada, cada passe, cada gol, cada defesa, cada ataque, cada calma, cada desespero, cada MÍNIMO DETALHE, estará em nossos corações como se fossem peças de um quebra-cabeça. E hoje posso afirmar: Foi montado da melhor maneira possível. Os constantes sofrimentos valeram a pena depois de um resultado magnífico! O resultado da nossa alegria! Em pensar que fomos massacrados por adversários, fomos até chamados de "cavalos paraguaios". Que bobeira! O Fluminense é enorme! Quem espera SEMPRE ALCANÇA! Calamos a boca MAIS UMA VEZ de quem duvidou de nós! Lembra do ano passado (2009)? Rebaixamento? A matemática patética perto da nossa energia não foi NADA! Do caos à liderança! Esse é o meu time tão amado! Que orgulho! Obrigada! Cada sentimento que transpareço em relação a ele será um fator para a eternidade. Parabéns a todos que fizeram parte dessa união! A diferença está em cada gesto que demonstramos independente do momento. Estamos seguindo e empurrando o Fluminense aonde quer que ele esteja, em qualquer situação! Graças a Deus brilhamos através de mais uma estrela bem conquistada! Time e torcida de guerreiros lutando até o fim, assim pra sempre será!

Contra tudo e contra todos: O FLUMINENSE SOMOS NÓS!

Por Eduarda Iannuzzi