domingo, 4 de setembro de 2011

Expressão de vida


Esses acontecimentos que dão nó na sua cabeça e os pensamentos se complicam na sua realidade. Os sonhos querem reagir na certeza do "acredite", mas você vai contra o seu outro eu. Metade humana que possui um coração super empolgante que está pronto para qualquer "eu te amo"; outra metade que é safada, uma pedra fria que está pronta para qualquer mentira. Quantas confusões existem dentro de uma mulher que já viu tanta coisa, já passou por tantos "limites", porém, quer sempre viver mais, viver o novo. Essa sou eu, um dia ótima, outro dia no abismo. Quero saltar a tristeza, quero pular na felicidade, quero mergulhar no impossível e quero respirar aquela sensação de realização. Que difícil! Quanta coisa está por vir, eu sei... A única alternativa é ter força diante de tudo. Um dia eu tenho vontade, outro dia eu canso. Que loucura insaciável de esperar. Perco-me nas dúvidas e me acho numa resposta plausível, mas depois tudo se enrola e me vejo sem rumo novamente. Tensão, preocupação, alívio, renovação... E tudo isso vai girando numa velocidade tão brusca que penso estar numa montanha russa sem o botão de "desligar". Quero alguma coisa, alguém, sei lá... Que me mande para um parque fora de mim, onde eu possa compartilhar todas essas emoções e possa comprar fichas com a garantia de uma boa diversão. Mas sem palhaços, por favor...


Por Eduarda Iannuzzi

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A inconstante maneira de ser


Perco-me na minha inconstância. Sou alegre, mas há momentos em que sou triste, poucos e rápidos, mas acontece. Em frações de segundos eu me desdobro, me viro do avesso e crio outra personalidade. Será? Não quero chamar de personalidade e sim, um novo eu, fica menos dramático, digamos assim. Mudo de humor de uma hora para outra como se o mundo fosse acabar "ontem". Depois, da mesma forma que a depressão me amarra, vem aquela sensação de que sou a mulher mais feliz do mundo. Quem entende? Ah, são coisas de mulher.. Sei que todas sofrem desse "mal". Quero matar em um dia, quero amar em outro e depois eu quero morrer de amor pela eternidade. Dá para entender? Não. Respondo com convicção porque nem eu mesma me entendo, e garanto, nenhuma de nós. Mesmo assim, exigimos que os homens nos entendam.. SIM! Nós temos os nossos dilemas e não teria graça se fosse diferente. Dos homens aos drink's, do amor ao desamor.. E por aí vai. A vida é feita de conversas entre amigas para que possamos compartilhar a mesma decepção, a mesma mágoa, a mesma alegria e a mesma diversão. Tudo isso com o mesmo objetivo: O de ser feliz.

Não me venha com "happy endings" porque de sapo já basta o príncipe.


Por Eduarda Iannuzzi

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Para sempre apaixonada


Quando achamos a certeza na vida, ela começa a sofrer mudanças fora do nosso alcance. Nós tentamos conviver e compartilhar momentos, atitudes, palavras e sentimentos de forma que cada detalhe consiga unir todos os sentidos do verbo superar. Os males estão aí para que possamos jogar contra eles, mas quem disse que sabemos a fórmula do combate? Na maioria das vezes não sabemos como acolher o "game over" para situações desesperadoras. A certeza que temos é que devemos lutar apesar das consequências. Não há regras para mover nossos caminhos e para chegarmos ao auge da felicidade, apenas existe o tempo como nosso melhor amigo. Antes eu me queixava de como a minha vida era tão inconstante, hoje eu contesto o motivo pelo qual ela é inconstante. As emoções e o amor parecem que deram um nó mais que amarrado. A tristeza teima em me achar, mas o diferencial é que eu não faço questão de procurá-la. Entre os deslizes dos acontecimentos, há o encanto das esperanças. Não preciso me acorrentar em meras palavras de conforto, porque minha mente está aprendendo a cada passo de minhas experiências. Quando penso que já sei todo o meu futuro, o presente me surpreende e o passado retorna a todo vapor. Dói? Sim, sufoca, mas passa. Nem sempre os amores, mas, quase sempre, as mágoas. Independente das angústias, o amor estará sempre sorrindo para mim. Amar não é uma tarefa fácil, viu? Mas posso afirmar que sou uma amante daquelas que sofrem até o limite dos limites. Afinal, existe sentimento mais apaixonante?


Por Eduarda Iannuzzi

quinta-feira, 21 de julho de 2011

CENTO E NOVE ANOS!


Parabéns ao grande clube do meu coração: Fluminense. São 109 anos (39.785 dias) comemorados com marcas de uma história singular. Fundado em 21 de julho de 1902, pioneiro do futebol no Rio de Janeiro, agradecemos ao "Flu" por carregar o "zão" desse grande esporte! Como já dizia a música: "Somos mais antigos que o Cristo!" Valeu, Oscar Cox! A importância desse gigante é algo imensurável. A sensação de tantos anos de glórias e vitórias mil não pode nunca ser demonstrada em meras palavras. É aquela sensação de derrotas amargas e vitórias ímpares, do caos à liderança, em que só esse clube é capaz de proporcionar. A torcida mais bonita do Mundo abraça o orgulho de torcer pelo clube mais amado do Brasil. Juntos, somos chamados de guerreiros e essa união transforma o nosso escudo cada vez mais tricolor! "A paz, a esperança e o vigor unido e forte pelo esporte, eu sou é tricolor". O sangue verde, branco e grená correndo em nossas veias é o que faz nosso enorme poder clubístico... É fascinante o modo em que o meu, o seu, o nosso coração acelera! A pulsação é vibrante!

Tenho que agradecer a minha família por me mostrar o caminho das três cores que traduzem tradição! Escolhi ser tricolor pelo resto da minha vida. "O Fluminense é a impessoalidade que eu mais amo nessa vida!" A cada momento que transpareço essa minha felicidade, observo que a melhor coisa que Deus me deu foi a honra de ser tricolor com muito prazer! Minha vida é direcionada ao compasso dessa paixão e o foco será esse até o fim. O Fluminense me domina sem chances de soltar... "Clube que me faz feliz, a sua raiz faz parte da minha vida!"

E mais uma vez, Feliz Aniversário ao meu amigo mais antigo!


Por Eduarda Iannuzzi






domingo, 3 de julho de 2011

É o argentino mais amado do Brasil!


Já caiu a ficha? Talvez nunca cairá...



Quem não conhece esse baixinho chamado Conca? Quem nunca parou para ver seus lances, dribles e jogadas magníficas? Quem nunca quis tirar uma foto com ele? Quem nunca quis tê-lo no time? Ele ficou marcado e assim permanecerá pra sempre. Esteve em todos os momentos importantes, desde os mais tranquilos aos mais tensos, e o Fluminense só tem a agradecer por tudo que ele fez. Quando a torcida tricolor precisava (e até quando não precisava), o maestro aparecia! (2008, 2009, 2010...) Esse argentino fez história, não só no Fluminense, como no Brasil inteiro. Quem não ficará com saudades de gritar e cantar "OLÊ OLÊ OLÊ OLA.. CONCA, CONCA"? Não importa o que acontecer (ou já aconteceu, né?), a torcida tricolor sempre será apaixonada por esse jogador que iluminava nossos corações e nos dava esperanças para lutar. Querendo ou não, ele era MEIO time. Um jogador que teve mais altos do que baixos, um jogador que mesmo não dando o seu melhor, nunca deixou o time de lado. Insubstitível é o adjetivo que mais se encaixa nesse momento.

É muito ruim darmos um "Até breve", assim, obrigados. Porém, digo em nome de cada tricolor: Desejamos ao pequenino tudo de bom que a vida possa lhe oferecer, por que ele merece. Se esse foi o caminho traçado, que seja com o objetivo de TOTAL felicidade.

Eu sei que o dinheiro não se compara ao nosso amor, e tenho certeza que o Conca também sabe.. Por isso, acredito que um dia ele voltará para nos abraçar de novo!


"VAI JOGAR BEM ASSIM LÁ NA CHINA"


Gracias Conca.. Nunca te olvidaremos! Fue el mejor del equipo!



Por Eduarda Iannuzzi

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Seres humanos







É muito fácil enxergar o outro como o vilão, né? Ninguém faz nada, ninguém erra, todo mundo é perfeito quando é para deixar o orgulho de lado e cair na real. Pois é. É assim mesmo, é difícil. Só que é bem melhor quando reconhecemos nossas falhas e tentamos deixar tudo bem, a vida fica mais clara e saudável. Precisamos parar para refletir sobre nossas atitudes e nos colocarmos no lugar do próximo. Tá, ninguém sabe como é realmente o mundo do outro, mas todos nós vivemos num mundo maior onde a gratidão e o respeito tem que vir em primeiro lugar. Hoje em dia, vejo que cada vez mais, isso não está acontecendo, preferem deixar que coisas inúteis interfiram nas relações pessoais e fazem dessas situações simples, atos complexos que acabam mudando toda uma história. Nem sempre as coisas são como nós pensamos, e por isso, não devemos tirar conclusões precipitadas, senão, acabamos na briga e na injustiça para/com o próximo. Temos que abrir a mente e sair do nosso eu, entrar no eu do outro e garantir que dali podem sair sentimentos bons, e que estamos, quase sempre, equivocados quando agimos de forma egoísta. O problema é que as pessoas são inseguras. O medo do outro não corresponder é mais forte que a vontade de não deixar que as coisas terminem. Veja só, eu mesmo ando passando por isso, uma decepção atrás da outra, e o pior, não por culpa minha. Eu tento alcançar a paz, mas parece que as pessoas não fazem questão dela. Preferem usar uma verdade fictícia a favor delas para atacar o próximo. O argumento é: Infantilidade e maluquice, mas sempre do OUTRO. Queria poder imaginar que a justiça tarda, mas não falha. Um dia eu já acreditei nisso. Mas e agora? Diante de tanta falsidade, quem é verdadeiro? Nós deduzimos por conta dos fatos e a injustiça é cada vez maior, assim conseguindo ultrapassar o limite de qualquer tipo de entendimento. Afirmo que é muito doloroso saber que essas coisas não só acontecem, como estão evoluindo a cada dia que passa. Se preocupar e se importar são verbos que já saíram do vocabulário da maioria do seres humanos. Pessoas como eu, erram, mas sabem que sempre erram com a intenção de acertar, e por isso, sofrem. Outras estão por aí julgando e botando a culpa na conta do histórico do outro, que na verdade, é o próprio histórico. Não vejo solução para quem não tem a capacidade de viver, e só pensa em existir. Alegria mesmo é só superficialidade, porque essas pessoas que se acham certas possuem uma tristeza profunda que impede a própria aceitação pessoal. Não posso deixar de citar a inveja (meio clichê), mas para ela, não precisa de explicação, literalmente.






Então, tem jeito? Já que não encontrei nenhum ainda, melhor eu seguir em frente, ignorando o que não me faz falta e continuar procurando, quem sabe um dia eu consiga decifrar esse enigma...








Por Eduarda Iannuzzi

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O desastre sem guerreiros


Fico aqui pensando, lamentando e tentando chegar a uma conclusão para descrever o motivo de estarmos eliminados. Reflito sobre várias coisas, chego a "n" probabilidades, mas no fundo eu não me conformo. Sabe por quê? Porque sou tricolor em toda terra! É muito ruim acabar com um sonho assim, digamos, "do nada". Um time que fez de tudo para chegar aonde chegou e fez de nada para seguir adiante. É um pesadelo? Cadê os guerreiros que estavam unidos, Fred? Em 90 minutos, aquela motivação entre time e torcida foram libertadas? (trocadilho).. Continuo sem acreditar! É como se passasse o filme da Libertadores 2008 novamente, mas de uma maneira mais rigorosa, porque fomos eliminados antes, sem jogar nada. Depois que tomamos o primeiro gol, estava sentindo algo muito pesado dentro de mim, queria confiar na classificação, porém, não confiava na raça dos jogadores, até porque, não tiveram. Eu lutava contra mim mesma. Parte de mim apoiava, e a outra parte ficava sem ação. É inadimissível uma história acabar desse jeito, ainda mais para o Fluminense. João de Deus nos abençoou sim. A falta de ajuda foi de todos os pseudo-guerreiros que entraram em campo ontem. Não adianta "passar a mão" em uns e outros, todos tiveram culpa. A mesma culpa da classificação contra o Argentinos Jrs! Não desabafo porque os odeio, ou então, porque odeio o Fluminense. Mas sim, porque estou extremamente decepcionada com o que presenciei ontem, depois de tudo que já conseguimos superar. Parabenizo pelas vitórias heróicas e critico quando faz por merecer derrotas amargas. O Fluminense procurou o que aconteceu. O desgosto não é por um todo, é por um quase-todo visto ontem. Apesar dos pesares, continuo amando o FFC da mesma forma. Castigaram o meu coração, mas o amor sempre fala mais alto. Fica aqui a minha súplica por um Fluminense constante quando for preciso, sem deslizes inimagináveis. A torcida tricolor não merece essas surpresas.


Não darei adeus aos momentos épicos, muito menos, deixarei que as mágoas permaneçam. E que venha o Brasileirão! O futebol continua...