terça-feira, 15 de novembro de 2011

Amor ao próximo distante


O tempo me fez construir sonhos e viver experiências longe de suas mãos, longe daquele seu amor, longe da nossa história. O tempo soube me distanciar de você e ao mesmo tempo, te guardar dentro de mim. Não sei até quando vou lembrar de você no meu coração, mesmo por tudo que me fez sofrer. Diante de todos os detalhes que passei depois de tudo que nos deixou separados, ainda sinto sua presença aqui dentro de mim. Não sei se é você, ou se é a segurança do que tive com você. Tantos planos, tantos jeitos.. Únicos. Resta uma dúvida dentro dos meus pensamentos se, por acaso, vamos nos esbarrar algum dia. Acredito que alguma felicidade sempre ficará marcada. O certo é seguirmos os nossos caminhos, não era a minha vez e não era a sua hora. Um dia a gente vai poder compartilhar, mesmo que de outro modo, tudo que passamos juntos e tudo o que não passamos juntos por medo de não sermos para sempre. Só sei que hoje é o meu momento de estar tranquila e trazer a paz para dentro do meu ser. A sorte de um tempo renovado é o que me faz realizar a chance de, finalmente, abraçar o mundo. Vou calçar a esperança de que o conto de fadas ainda possa existir.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A voz que não se cala: Eu sou é tricolor


O Fluminense une as pessoas como se fosse um coração transbordando um sentimento único. Compartilha alegrias das mais diferentes maneiras. Gols, lances, craques, e jogadas memoráveis. Do caos à vitória em segundos, em momentos eternos. Retumbante de glórias. Cresci acreditando e vou morrer apoiando. O Flu não é um time de futebol qualquer, é uma impessoalidade tão gradiosa quanto o carinho da maravilhosa torcida tricolor. Levamos em nosso peito o escudo mais amado, mais aclamado e mais singular. Temos um orgulho imenso de viver e presenciar todos os jogos épicos e resultados inimagináveis. Esse é o FFC. Surpreendente! Essa transmissão indefinida e prazerosa que muda o nosso humor, difere nosso dia e nos emociona cada vez que damos graças a Deus por sermos tricolores. A certeza é que jamais, por nada, irei te substituir e te abandonar. As cores mais lindas do mundo irão mais uma vez conquistar o Brasil. Rumo ao tetra!

Com todo a minha gratidão por me fazer mais feliz: Meu tricolor, amo você.

Por Eduarda Iannuzzi

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Bem-estar particular


Sensação de felicidade. Sensação de liberdade. Sensação de que tudo está caminhando para o lugar certo. Tudo se encaixando. Alegria compartilhada e amor próprio. Antes o que era tudo sombrio, hoje clareia de um jeito tão especial, tão esperado, tão sincero. Não via saída, hoje vejo a entrada de um novo jeito, um novo gesto, uma nova garantia. Estou me achando aos nvés de me procurar. A vida bagunça, mas arruma. Estou completa comigo, felizmente. Do abstrato ao concreto, finalmente. O que era amargo me tornou doce. Acontece assim, de repente, simplesmente e através de um detalhe particular.


Por Eduarda Iannuzzi

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pessoas


Pessoas estão em todas as partes do planeta e em todos os momentos de sua vida. Ninguém vive sozinho, acredito. Mas há pessoas que permitimos a entrada em nosso mundo e acabam nos machucando. É a lei da vida! Ninguém vem com um manual, nós só vamos conhecer com o tempo, e às vezes, nem ele abre essa "porta" de descrição. Pensamos que as pessoas são legais até elas provarem o contrário e tudo se desfazer; pensamos que as pessoas são chatas até elas provarem o contrário e ficarem pra sempre ao nosso lado. Creio que todas as pessoas já esbarraram com todos os tipos de pessoas, das mais interessantes até as mais desprezíveis. Não entro em méritos aqui, porque ainda há muitas pessoas para conhecer. Apenas entro num momento de desabafo pra dizer que muita das pessoas que eu achei que conhecia, hoje, me arrependo ter permitido algum tipo de relação. A maioria das pessoas que hoje existem, jamais viverá para aproveitar o melhor, até porque, quando o orgulho e a safadeza falam mais alto, as alegrias atingem um nível pequeno demais para essas pessoas serem consideradas pessoas. É difícil conviver com essa "gente" estranha que esbarramos por aí afora, mas uma coisa é certa, nunca podemos deixar o caráter de lado, porque isso, a soberba não compra. Sinto nojo - acredito que seja o pior sentimento do mundo - de pessoas que deixam de ser realmente pessoas dignas de amor, aquele amor que se dá ao próximo. Constroem situações praticamente deploráveis quando vestem a máscara do bem-estar próprio. Deus me livre, ou melhor, continue me livrando dos males da vida e das pessoas infelizes.


Por Eduarda Iannuzzi

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Determinação


Momentos, ai os momentos.. Passageiros ou lentos, que complicação. Vivo ao lado da minha fiel companheira, a consciência de quem nunca espera, mas vejo que sou ansiosa quando o assunto é instante. As pessoas complicam e os momentos confundem, eu não consigo entender como sobrevivo entre os tempos. O passado me faz pensar, o presente me prende e o futuro me assusta. Tenho certeza e tenho dúvida, não dá pra saber ao certo, só sei que eu vou indo. No meio de tanta situação estranha, deixo minhas atitudes falarem por mim, e algumas vezes não entendo as dos outros. Acredito na força e na ousadia, mas prefiro manter meus pés nos chão, mesmo que seja só em palavras, né? Menina-mulher, posso me considerar assim, eu tenho a inocência de uma criança perdida, e aquela maturidade que a vida oferece a cada ano que passa. Queria muito a facilidade do meu mundo ser igual o da Disney e que os meus sonhos se realizassem. Quando eu digo que "conto de fadas" é o que eu preciso, a realidade teima em me provar o contrário. E daí? Não tem jeito mesmo. A gente tem que crescer, sempre, de todas as formas e todos os jeitos. Cobram uma vez, cobram duas vezes, cobram até sufocar. Eu aguento até o limite do incerto, que coisa, não? Ainda não cheguei a uma conclusão sobre o que eu desejo e o que desejam para mim. Só não quero quebrar a cara mais do que ser feliz. A determinação é essa: FELICIDADE em primeiro plano.

Por Eduarda Iannuzzi

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Jornalismo esportivo de saias


Uma ascensão que vem acontecendo rapidamente

A luta feminina por espaço no “mundo” esportivo não é atual. A história polêmica da participação das mulheres nos esportes é tão antiga quanto os Jogos Olímpicos da Grécia, onde só os homens competiam e as mulheres nem mesmo assistiam aos jogos. O grande problema é conseguir vencer essa batalha e deixar de lado a discriminação ainda existente nesse meio.

A partir do momento em que, Claudia Carceroni, a primeira ciclista do sexo feminino, participou dos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992, algumas mudanças repercutiram diretamente nos programas esportivos da telinha. As mulheres vieram para soltar o verbo; começaram a entender de basquete, rali, fórmula 1 e futebol. Aos poucos conseguiram mostrar suas habilidades que muitos não conheciam.

"... O que é uma mulher? Eu lhes asseguro, eu não sei. Não acredito que vocês saibam. Não acredito que alguém possa saber até que ela tenha se expressado em todas as artes e profissões abertas à habilidade humana".
Virginia Woolf

Diante disso, as mulheres nunca mais ficaram para trás, pelo contrário, cada vez mais estão se comportando como verdadeiras profissionais na área esportiva, principalmente no futebol: “Na verdade, eu decidi fazer Jornalismo pra trabalhar com esportes. É o que eu queria há cinco anos quando eu comecei a faculdade e é o que eu quero hoje”. Explica Thais Marques dos Santos, 23 anos, formada em Comunicação Social/Habilitação em Jornalismo, pela Universidade de Sorocaba, São Paulo.

Experiente cobrindo times do Rio no site do Nilson Cesar, ela diz ter sido bacana, mesmo que de longe, e ressalta que para ser jornalista esportiva é necessário largar o “clubismo”: “Aprendi a falar sobre Flamengo, Vasco e Botafogo e não só de Fluminense, e aprendi a ser imparcial também, que em minha opinião, é o que falta no jornalismo esportivo de hoje, em todos os veículos”.

Em geral, aquelas que estão à frente do jornalismo esportivo não deixam de fazer parte do imenso grupo de amantes e praticantes femininas de esportes. “As mulheres que trabalham no Jornalismo Esportivo estão mostrando que merecem estar onde estão. A área já não é tão masculina como antes, e sempre estão aparecendo novas mulheres fazendo grandes reportagens”, diz Thais. Apesar desse avanço, ela alerta: “O preconceito ainda existe, infelizmente, e eu ainda penso que vai perdurar por muito tempo, por isso as mulheres precisam provar muito coisa ainda, mas acredito que estamos no caminho certo.”

A Jornalista afirma que para “entrar na esportiva”, é preciso ter punho forte e muita determinação: “E um fato que me marcou muito foi na hora de entrevistar o Celso Roth, treinador do Vasco. Eu olhei pra ele e vi todos aqueles homens ao redor dele, perguntando, questionando e eu pensei em uma forma de chegar até ele porque eu precisava entrevistá-lo. Pra mim foi um desafio, porque eu era a única mulher no meio deles, e eu tive que chegar mesmo, empurrando um pouquinho daqui, até que conseguir falar com o Roth. Fiquei super aliviada.”

Para as mulheres, sempre foi difícil conquistar cargos em que os homens dominam. Porém, na atualidade, conseguir ultrapassar esses obstáculos está sendo uma tarefa árdua com resultados gratificantes. Caso deixem as “pressões” de lado, Thais ainda espera que elas possam chegar mais longe: “Algumas jornalistas são famosas, dão furos de reportagem, já garantiram seu espaço dentro do Jornalismo Esportivo, mas eu ainda gostaria de ver uma mulher sendo comentarista de futebol, por exemplo. Não somente apresentando um programa ou sendo repórter de campo.” Não há nada que as mulheres sejam proibidas de fazer, ainda mais quando é um prazer exercer o dom na profissão escolhida. A participação feminina no esporte e a credibilidade do jornalismo esportivo estão nas mãos delas.


Por Eduarda Iannuzzi

domingo, 4 de setembro de 2011

Expressão de vida


Esses acontecimentos que dão nó na sua cabeça e os pensamentos se complicam na sua realidade. Os sonhos querem reagir na certeza do "acredite", mas você vai contra o seu outro eu. Metade humana que possui um coração super empolgante que está pronto para qualquer "eu te amo"; outra metade que é safada, uma pedra fria que está pronta para qualquer mentira. Quantas confusões existem dentro de uma mulher que já viu tanta coisa, já passou por tantos "limites", porém, quer sempre viver mais, viver o novo. Essa sou eu, um dia ótima, outro dia no abismo. Quero saltar a tristeza, quero pular na felicidade, quero mergulhar no impossível e quero respirar aquela sensação de realização. Que difícil! Quanta coisa está por vir, eu sei... A única alternativa é ter força diante de tudo. Um dia eu tenho vontade, outro dia eu canso. Que loucura insaciável de esperar. Perco-me nas dúvidas e me acho numa resposta plausível, mas depois tudo se enrola e me vejo sem rumo novamente. Tensão, preocupação, alívio, renovação... E tudo isso vai girando numa velocidade tão brusca que penso estar numa montanha russa sem o botão de "desligar". Quero alguma coisa, alguém, sei lá... Que me mande para um parque fora de mim, onde eu possa compartilhar todas essas emoções e possa comprar fichas com a garantia de uma boa diversão. Mas sem palhaços, por favor...


Por Eduarda Iannuzzi